Melhores práticas de gestão de portfólio

Principalmente nos momentos de estresse e nos dias mais atarefados, é bastante complicado atender a todos os clientes e projetar cenários e situações possíveis para a carteira deles. No dia a dia costumam surgir dúvidas como as seguintes:

“Preciso diminuir/aumentar a alocação em RV dos meus clientes agressivos de forma automatizada, como fazer?”, “Qual o melhor fundo ou RF aberto para alocar R$Xk do aporte do cliente?”, “Quais clientes devo priorizar a análise de carteira?”, “Como enxerga-los de forma organizada por rendimento/ vencimento/ativos específicos?”, “Como ofertar produtos e me comunicar com meu cliente de forma assertiva e ágil?”.

Essas e outras perguntas costumam se referir à etapa de monitoramento e feedback em um processo de Gestão de Portfólios. Esse monitoramento e os eventuais rebalanceamentos são facilitados quanto melhor forem as etapas que precedem esta: planejamento e execução.

Segundo as boas práticas de Gestão de Portfólio, conforme apresentado pelos materiais do CFA Institute, tudo começa pela clara definição do investment policy statement (IPS) – o qual consiste na documentação dos objetivos de retorno e na tolerância de risco levantados junto ao cliente nas reuniões realizadas pelo advisor que atende ele. Junto a esse IPS, ainda temos as expectativas macroeconômicas de mercado e a alocação estratégica por classe de ativo, que juntas auxiliam a delimitar a exposição conforme o perfil de risco do investidor e definem a estratégia de longo prazo a ser adotada para o portfólio.

Ainda durante o planejamento, é importante que o profissional avalie restrições como a liquidez a ser objetivada com o portfólio, considerando eventuais necessidades de emergência e gastos recorrentes por exemplo; o horizonte de planejamento e de análise, as possíveis elisões fiscais a serem obtidas e os diversos aspectos legais e regulamentários.

Paralelo ao planejamento, as áreas de produtos e alocação analisam periodicamente a economia e outras condições de contorno do mercado para que, ao fim do processo, todos os assessores estejam alinhados e possam implementar a carteira do cliente seguindo:

  • O alinhamento da política de alocação estratégica sugerida pelo comitê interno com o IPS elaborado durante o planejamento inicial;
  • Os padrões e os portfólios modelos a serem utilizado na alocação de cada cliente;
  • Os produtos priorizados no comitê de alocação; e
  • As restrições de produtos disponíveis no mercado¹.

Lembrando que esse processo deve acontecer para 100% da carteira do cliente. Caso você realize esse processo para parte da carteira apenas, você poderá sugerir uma posição que não atenda o IPS e a tolerância de risco mapeada para o perfil dele na visão global do patrimônio. Sobre isso, compartilhamos o seguinte trecho:

“Se nós analisarmos os ativos de determinado investidor de forma isolada, nós iremos ignorar as inter-relações entre eles e muito provavelmente iremos subestimar os riscos e retornos atrelados ao portfólio global desse investidor.” Harry Markovitz (1952) – modern portfolio theory

Junte todas essas necessidades e realize a execução do que foi planejado junto ao cliente. Realizar essa etapa utilizando planilhas, feeling ou sistemas não especializados para sua rotina podem ter as seguintes consequências: a Gestão de Portfólio vai ficar de lado, os prazos de rebalanceamento e os gatilhos de rebalanceamento passarão batidos e os vencimentos de ativos e a oportunidade de realizar um atendimento proativo não serão aproveitados. Seu cliente ficará mais propenso às incertezas e inseguranças eventuais do mercado.

A AAWZ, enxergando toda essa demanda com parceiros e com as assessorias com as quais teve contato, desenvolve soluções visando atender as melhores práticas de Gestão de Portfólio. Com o sistema e um processo bem delineado, você passa por momentos de estresse de forma mais suave. Seu cliente enxergará que você possui um processo, que você entrega tecnologia para ele e que você faz parte de uma equipe de profissionais bem alinhada para atendê-lo. Ele sente um atendimento proativo, independentemente do tempo de casa do profissional que faz a abordagem, e está mais propenso a ficar tranquilo com eventuais crises.

Com nosso simulador você consegue ter análises backtests, avaliar correlação de carteiras, comparar simulações, definir restrições padrão para cada cliente, realizar ações em lote e estar sempre próximo dos prazos de feedback e monitoramento das carteiras.

Se quiser entender como conseguimos entregar todas essas funcionalidades e como você pode alcançar mais diversificação e eficiência na sua gestão de portfólio, estamos à sua disposição!

Resumo:

O processo: planejamento, execução e feedback e monitoramento;

A estratégia: alocação por classe de ativo (alocação estratégica para LP e tática para CP);

Os objetivos: tolerância ao risco e retorno desejado;

As restrições: liquidez, horizonte, impostos, legislação, etc.

O passo-a-passo:

Os objetivos e restrições de investimento são identificados;

As estratégias são desenvolvidas;

A alocação estratégica é atribuída ao portfólio;

A evolução e os indicadores do portfólio são acompanhados;

Necessidades do investidor e situações de mercado são monitoradas; e

Eventuais rebalanceamentos de carteira são implementados.

¹ restrições de mercado: rentabilidades e estatísticas de ativos, ativos que estão abertos para a aplicação nas diversas plataformas, aplicação mínima necessária desses ativos, os ativos que são restritos para investidor qualificado, o preço unitário e tantas outras restrições que você precisa considerar na hora de montar um portfólio ou rebalancear uma carteira.

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